Viajantes da Baixada Santista

Há tempos queríamos conhecer a África do Sul e inúmeras vezes, por motivos alheios adiamos essa possibilidade, até que certa vez, olhando os valores das passagens e ‘bingo’, encontramos um valor maravilhoso (menos que R$ 3.000,00 para o casal) e ainda utilizamos as nossas milhas, só alegria! Foi dessa forma, que iniciou os preparativos para a nossa mega trip. Vamos contar tudinho!!!!

Quando ir?

É um país visitável o ano todo, porém detém características similares ao nosso país, tendo climas diferentes nas suas várias partes. Para quem pretende safári na região do Kruger, a melhor época é o verão, que é entre junho a setembro. Se pretende parte praia, na região de Cape Town, recomendável viajar entre dezembro a março.

Documentos de Admissibilidade

Passaporte com data de validade não inferior a 90 dias e com data de saída do país com pelo menos 30 dias do vencimento, deixar uma página em branco para os carimbos do serviço de imigração e comprovante internacional da vacinação de febre amarela – CIV, que deve ser tomada com pelo menos 10 dias da data do embarque. Para menos de 18 anos, ainda acresce a certidão de nascimento, autorização no caso de a criança não estar viajando com os pais e porventura, outros documentos comprobatórios de filiação. Site da Embaixada da República da África do Sul em São Paulo – BRA.

South African Airways – SAA

O voo é open bar, meus amigos, é muita bebida rolando por metrô quadrado: amarula, vodka, vinho, cerveja e bebidas sem álcool a todo o tempo. Os assentos são confortáveis e as comidas oferecidas são excelentes, além disso, a empresa permite você levar duas malas de 32kg por pessoa mais a mala de mão de 10kg, ficamos chocados e vocês?

O que fizemos por lá?

1º dia| Admissibilidade no país| Aluguel de carro|Check-in| Moyo Zoo | Mandela Square

Fizemos nossa admissibilidade no país de forma bem tranquila, rolando algumas perguntinhas de onde estaríamos hospedados, coleta de foto e por fim, aquele carimbinho esperado.

Em razão da colonização inglesa, a mão de direção permaneceu inglesa e isso num primeiro momento nos aterrorizou, pois a dinâmica do nosso passeio dependeria muito da nossa própria locomoção, mas mesmo assim decidimos alugar carro no aeroporto, na empresa budget – Nissan March e por incrível que pareça, não foi difícil dirigir na mão inglesa, passado os 10 primeiros km, já estava tudo fluindo.

É ou não necessária a Permissão Internacional para Dirigir – PID? a PID é recomendada, inclusive consta ser obrigatória no site da Embaixada, entretanto, na prática não pedem a PID para alugar o carro, somente a CNH, mas, recomendamos que levem sua PID e façam uma viagem tranquila, sem medo de serem abordados por policiais. Fizemos a nossa e foi super rápida a emissão, em cada estado o preço da expedição da PID é diferente, em São Paulo, por exemplo é R$ 259,05 enquanto em Minas Gerais é R$ 176,07 – valores em 2019 .

Nos hospedamos no Signature Lux Hotel na região de Sandton, gostamos muito do conforto do quarto e principalmente da sua localização, em frente ao Mandela Square.

E nesse tempo, a fome já nos torturava e decidimos conhecer o Moyo Zoo Lake, localizado num espaço verde, bem perto do zoológico, cheio de lojinhas e a céu aberto.

Nos encantamos com as roupas dos funcionários e decoração, rola inicialmente uma saudação de boas-vindas, na qual lavamos as nossas mãos numa bandeja com água aromatizada e na sequência ganhamos a nossa pintura no rosto, não era obrigatório, mas todos que pintaram deram uma singela gorjeta a funcionária e assim também fizemos.

Em relação a comida, o restaurante é muito procurado por ter comida típica, demoramos um tempão para escolhermos os pratos, diante da vasta opção do menu. Optamos por um prato de carne e outro de peixe, comemos muito bem, pratos bem servidos, tempero excelente, resumimos em muito sabor!

Dali, emendamos e conhecemos a tão aclamada Mandela Square e já na entrada nos deparamos com a estatua tamanho gigante do Madiba. O local é um centro comercial com shopping e muitos restaurantes a céu aberto.

Fomos em vários restaurantes, entres eles o Hard Rock Café, Flamingo Room e Burgerack.

2º dia|Lesedi Cultural Vilage|Lions

Após o café manhã, pegamos estrada e seguimos para Lanseria, onde está localizado o Lesedi, que é uma vila cultural e também hotel. A estrada é bem tranquila e com ótimo estado de conservação. Ao chegarmos no Lesedi, fomos recepcionados pelos artistas, cantando músicas de boas-vindas nos dialetos africanos.

Rolou uma visita pelo complexo com o guia explicando cada parte das vilas e costumes, além de ser permitido provar comidinhas típicas, como por exemplo, uma centopeia assada.

O show foi o momento mais esperado e seria o ponto alto do local, é bonito, mas não nos empolgou completamente, não correspondeu exatamente as nossas expectativas.

O almoço é repleto de comida típica, tudo muito bem temperado e ao som de uma música típica.

No final da tarde, decidimos regressar para Joanesburgo, porém ao fazermos um retorno na estrada, avistamos a placa do Lion and Safari Park e nos chamou muita atenção, notamos assim, que o estabelecimento estava bem próximo. Desde o início não cogitamos de ir ao Lion, por termos lido de alguns guias, que é um local que cria leões para serem enviados para safári de caça, entretanto também lemos, que o local é idôneo, enfim tem defesa pra todo o lado, entretanto diante da proximidade ao local, resolvemos dar uma chegadinha e tirarmos nossas conclusões.

Não se paga nem para adentrar no Lion, nem para deixar o carro no estacionamento. Tem muitas placas informativas no parque e dá para ver alguns animais, porque lá também tem game drive. De repente, avistamos duas girafas que já nos fez “enlouquecer”, elas ficam livres na área do parque, só nos separando por uma pequena mureta, é possível acarinhar e alimentá-las – mediante compra de ração na loja do parque.

Depois de um longo tempo admirando e brincando literalmente com as girafas, fomos na parte dos Leões, avistamos uma grande fila, para entrar num ambiente todo fechado e cercado com madeiras e por meio de uma frestinha, conseguimos ver vários babys leões, num ambiente pequeno, deitados no chão e sendo acariciados pelos humanos. Decidimos não fazer parte desse turismo.

3º dia| City tour

Fizemos o city tour com a empresa Phillipians 4 Four, sendo tudo em inglês, o que nos trouxe um pouquinho de dificuldade para a compreensão e assim o que tínhamos dificuldade, falávamos depois a parte com o guia.

Mas porquê vocês escolheram guia que não fala português? Primeiro, porque não sentimos confiança na profissionalidade dos poucos brasileiros que cotamos valores, pedíamos explicações e era “tudo muito jogado”, depois o fator preço pesou, eram valores altíssimos a se comparar com as empresas locais e por fim, o fator segurança, antes de chegarmos na África, lemos muito editorial informando ser um país extremamente perigoso e assim, optamos por procurar empresa local, recomendada e certificada.

Mas e aí é perigoso? Ficamos hospedados no bairro de Sandton e fizemos tudo de carro alugado, salvo o passeio do city tour, têm locais que devemos ter maiores atenções, da mesma forma que fazemos em nosso país. Nada para se assustar.

Começamos o city tour conhecendo a Constitution Hill, localizada em Braamfontein, é a sede do Tribunal Constitucional Sul Africano, mas antigamente foi a sede de um grande presídio, lá se encontram obras e ambientes sobre a época dos julgamentos dos prisioneiros, em especial do apartheid.

Durante nossa visita, nos chamou atenção uma parte do local, em que consta uma frase em nossa língua ” a luta continua” e de fato é isso mesmo, para lembrarmos todos os dias que o direito a igualdade e direitos humanos são de todos. A entrada do tribunal é por meio de uma porta em madeira, talhada com os 27 direitos fundamentais.

Na parte do presídio, é possível ver e sentir como eram tratados de formas diferentes os negros, coloridos – mestiços/indianos/asiáticos – e brancos, tanto na alimentação, higiene e trabalho. Por lá passaram personalidades famosas: Nelson Mandela, Mahatma Gandhi, Joe Slovo, Albertina Sisulu, Winni Madikizela-Mandela e Fátima Meer.

É sabido que os negros eram os que mais sofriam nessas prisões, em razão do apartheid, se alimentavam onde desaguavam os resíduos sólidos – das ditas “outras raças”, os banhos eram disputados, enquanto os outros tinham mais conforto: tinham que se revezar num banho gelado e num tempo ínfimo, dormiam em colchões, os outros em camas, na alimentação recebiam uma mistura feita com milho, enquanto outros recebiam pão e leite, eram privados de gordura, açúcar e farinha, trabalhavam em locais braçais e que despendiam muita força, enquanto os demais, em setores administrativos. Após chegarem das minas, ainda eram submetidos a pior das humilhações (Tausa): ficar nu no pátio, para que fosse averiguado por meio de pulos e agachamentos, senão havia alguma pedra preciosa no ânus.

Pudemos ver aparelhos de tortura e ao final do passeio, nos levam para uma sala em que o quadro é composto por fotos de pessoas e a pergunta é: quem é o criminoso? Segundo o guia, nessa infeliz época, bastava ser negro para ser criminoso, foram presas muitas pessoas inocentes, só por serem negras. Saímos do museu com inúmeras reflexões!

De lá, fomos para o Topo da África (Top of África) – edifício mais alto do país e do continente – e o caminho até chegar nele, você já percebe a diferença social de ambiente e riquezas, já no centro, tudo mais decadente e muitos mendigos. O edifício é composto por várias lojas comerciais de diversos seguimentos, lembra e muito os shoppings que têm na 25 de março-SP e lá acessamos um elevador que nos levou ao 50º andar, senso possível ver com nos 223 metros de altura, a cidade toda em 360º graus: sul, leste, oeste e norte.

O Museu do Apartheid era o local mais esperado do nosso city tour e na continuidade ele era a ‘bola da vez’ e aqui temos uma parcial crítica a empresa contratada, pensávamos que o guia entraria conosco no museu, em que pese o museu ser auto explicativo, seria muito mais aproveitoso e enriquecedor se o guia nos acompanhasse. Não é permitida tirar foto na área interna do Museu.

O Museu tem um acervo riquíssimo da época infeliz do Apartheid, uma parte dedicada a vida e legado do Madiba, lojinhas com artigos de decoração e lembranças de viagem e um pequeno restaurante.

Para quem não sabe, o Apartheid foi um regime segregacionista, institucionalizado em 1948, dividindo o direito de liberdade, social e humano dos negros, em prol da minoria branca, assim os negros eram impedidos de participar da vida política do país, tinham locais demarcados que podiam adentrar – havendo inclusive separação no uso de banheiro, existindo o de “branco” e de “negro”, eram obrigados a viver em zonas residenciais determinadas, chamadas de Townships – sendo Soweto a mais famosa delas, o casamento inter-racional era totalmente proibido e havia uma espécie de passaporte que controlava a circulação dos negros pelo país, é de chorar né viajantes? . O regime perdurou até 1994.

Museu do Apartheid, o que dizer? É chocante e emocionante ao mesmo tempo, com certeza suas lágrimas vão rolar ao conhecer. O museu é grande e super completo trazendo vídeos e peças desse período nefasto, e uma parte dedicada a uma biografia completíssima de Madiba.

Na entrada do museu, somos surpreendidos com duas entradas, uma supostamente para pessoas brancas e outra para os negros, indianos e coloridos. Entretanto, tudo não passa de uma simulação de como era no tempo desse infeliz regime racista – pois a entrada atual do museu só é permitida pela porta blank white, inclusive o ingresso também faz essa referência, a ideia, é referenciar que a raça é humana, não existindo e nem se tolerando a diferença das pessoas pela cor da pele.

Na saída do Museu, nos deparamos com um ambiente com música e várias frases de luta e direito gravadas na parede: responsabilidade, democracia, reconciliação, liberdade, diversidade e respeito.

Quem foi Nelson Mandela? Nelson Rolihlahla Mandela, foi um advogado, rebelde, presidente da África do Sul e por alguns, considerado até terrorista. Foi um dos mais importantes líderes, que lutou pelo fim do regime segregacionista, junto com sua ex-esposa Winnie (2º esposa de 3). Também é conhecido por Madiba – nome do seu clã e Tata – que significa pai. Ficou preso por 27 anos e mesmo na cadeia lutou firmemente visando o fim do Apartheid.

Após lutar inicialmente com a ideologia de resistência pacífica, notou que era em vão, dada a força e repressão da parte contrária, sendo preso por várias vezes e levado a fazer serviço degradante, ao passo que, notava cada vez mais a supressão dos direitos sociais e humanos os negros, assim como os massacres do povo negro, após várias conversas com os militantes decidiu partiu para a guerra/luta armada. Assim passou a treinar em acampamentos militares, conhecer a forma institucional de outros países, entender sobre armas, até o seu físico mudou, passou a andar com roupas camufladas e deixar a barba crescer.

Em 1962, após a clandestinidade foi preso e acusado de incitar greves de trabalhadores e de deixar o país sem permissão, sendo condenado a 5 anos de prisão. Já em 12 de junho de 1964, Mandela foi julgado por ter a polícia invadido uma fazenda e achado documentos que incriminavam Madiba de de sabotagem e conspiração para derrubar violentamente o governo. No julgamento Madiba afirmou que estava de fato sabotando, mas negou que tivessem concordado em iniciar uma guerra contra o governo, entretanto foi sentenciado a prisão perpétua, porém permaneceu 18 anos na prisão Robben Island, sendo identificado pelo número 46664.

Em março de 1980, o slogan “Mandela Livre!” foi desenvolvido por um jornalista, surgindo assim, campanha internacional que levou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a pedirem sua libertação, entretanto em resposta a esse movimento, o governo transferiu Madiba para Prisão Pollsmoor de forte segurança, entretanto o país entra num grande declínio econômico e forte violência, ocasião em que o governo da época propõe liberar Madiba da prisão caso ele rejeitasse a violência como arma política, o que não foi aceito por ele. Em 1985, uma equipe de personalidade foi negociar com o governo a liberdade de Madiba, o que também não foi aceito, só que desta vez pelo governo e nesse momento as lutas e massacres se intensificaram, sendo até decretado estado de emergência. Estima-se que, foram mais de 400 ataques pelo fim do regime segregacionista nessa época, muitas mortes e dores. Em 1987, Madiba pediu reunião com o governo tendo em vista os constantes massacres, porém sem êxito, contudo conseguiu realizar reuniões com o Ministro da Justiça e em 1988, após várias reuniões, decidiu-se pela libertação de Mandela, desde que e ele permanentemente renunciassem à violência, quebrasse laços com o Partido Comunista e não insistisse no governo de maioria absoluta, Madiba por sua vez rejeitou essas condições, insistindo que o seu partido só terminaria a luta armada quando o governo renunciasse à violência.

Após se recuperar da tuberculose, ainda em 1988 – no final do ano, foi enviado para prisão de segurança mínima agrícola Victor Verster, já em 1989 o atual presidente sofre AVC e é substituído por F. W. de Klerk. E, que entendia incabível a manutenção de Mandela na prisão e assim, após vários encontros e acertos, em 11 de fevereiro de 1990, Mandela foi solto e ao sair da prisão segurou a mão de Winnie na frente da população e da imprensa cuja transmitiu ao vivo em todo o mundo.

Dia 18 de Julho – dia do nascimento de Tata – é considerado o dia internacional do Madiba, instituído pela Organização das Nações Unidas e em 1993 ganhou o prêmio Nobel da Paz.

Foi eleito Presidente da África no Sul em 1994 e com a Copa do Mundo de Rugby em 1995, ocorreu mais um marco histórico no país, Tata juntou os sul-africanos por meio desse esporte, posto que, até então era somente considerado um esporte de brancos, os negros inclusive torciam para que o time nativo perdesse – Springboks , mas tudo isso mudou com Madiba. Quem assistiu o filme Invictus? ele retrata fielmente como foram esses momentos. Entre os seu legados, assegurou a minoria branca um futuro no país, unificou o hino nacional, instituiu nova bandeira nacional e nova constituição. Seu governo acabou em 1999 e morreu em dez de 2013.

No caminho para a Casa de Nelson Mandela, passamos na frente do estádio da final da Copa do Mundo de 2010 – FNB Stadium .

Em Soweto, imaginávamos ser um local perigoso, mas foi totalmente ao contrário para nossa grata surpresa, ambiente bem turístico e que nos passou segurança. Visitamos a Casa Nelson Mandela, que conta um pouquinho da sua história e também pudemos entender qual o padrão de construção da casa, durante o regime segregacionista.

Na rua Vilakazi tem uma porção de artistas de ruas e lojinhas de artesanato, ainda no bairro fomos ao Museu e Memorial Hector Pieterson. Hector foi um jovem sul-africano de 12 anos, que foi morto por policiais, após um confronto.

Por fim, passamos em frente a torre de Soweto – Orange Towers, são composta por duas torres de refrigeração de uma antiga usina de energia, renovadas, com pinturas típicas, vista 360º de Soweto e com um complexo de esportes no topo, por exemplo, bungee jump.

4º dia|Hazyview|Aha Casa do Sol Hotel & Resort |Jogo de Rugby

Acordamos cedinho para não pegarmos o horário do rush e rumamos para Hazyview, caminho todo com estrada muito conservada e bem sinalizada. Paramos no centrinho de Hazyview para abastecermos o carro e pudemos constatar tratar-se de uma cidade muito fofa, cheia de restaurantes e lojinhas.

Nos hospedamos no hotel Aha Caso do Sol que foi um verdadeiro paraíso, ambiente super bem decorado, calmo e repleto de macacos por todos os lados, além de o hotel ter uma parte em que você pode contemplar o Rio Sabhie, entretanto eles não permitem que você vá para essa área a noite, por ter risco de ser “comido” por um animal, rs.

De tardezinha fomos conhecer o Pub e aproveitar para entrar no clima dos sul africanos de inicio da Copa Mundial de Rugby 2019. Comida muito saborosa, verdadeiro pub com pegada inglesa, galera animada, muita cerveja e pets alegrando ainda mais o ambiente

5° dia| Santuário dos Elefantes – Elephant Sanctuary, Hazyview

Escolhemos o passeio que dava direito ao mini lanchinho no pôr do sol e já salientamos que é recomendável fazer a reserva com antecedência, porque o local tem uma quantidade bem limitada de pessoas e é super concorrido. É lindo de ver as placas indicando que existe elefante no ambiente!

O Santuário abriga dois elefante e o tour se inicia conhecendo o local onde dormem, é explicada a rotina do levantar e deitar dos fofos, em seguida uma aula bem completa sobre a anatomia.

Após a parte teórica nos levaram para o local em que os fofos estavam e aí segurem a emoção, que a vontade é de chorar. Rola uma interação com eles, na qual é permitida dar água por meio de mangueiras, abraçar, dar beijo, tocar e dar alimentos.

Por fim, nos levam para o Rio, onde os deixam soltos e nos fornecem um mini lanche com bebidas.

O passeio é uma delícia e você consegue sentir em cada momento o amor dos funcionários com os fofos, a visita não é barata, mas entendemos que eles estão certos, mesmo sendo santuário, não dá para banalizar assim a causa e ao mesmo tempo se ajuda o santuário, visto que os gastos para a manutenção são altos.

6º dia| Kruger|Check-in Rest Camp Zukuzuka| Sáfari Sunset

Ficamos hospedados no Kruger, no rest camp Zukuzuka, optamos pelas acomodações em chalé, ambiente confortável, com boa cama, fator negativo é que a geladeira fica na parte externa e sim, tivemos nossas comidas furtadas pelos Beduínos, rs.

Ficamos hospedados no Kruger, no rest camp Zukuzuka, optamos pelas acomodações em chalé, ambiente confortável, com boa cama e chuveiro, fator negativo é que a geladeira fica na parte externa e sim, tivemos nossas comidas furtadas pelos Beduínos, rs. Após sermos furtado, um funcionário do Rest Camp veio nos ensinar, que a geladeira deve ficar enviesada para a parede.

O rest camp é praticamente uma mini cidade, tem posto de gasolina, vigia na entrada, restaurante e lojinha para suprimentos.

Na parte da tarde, iniciamos nosso primeiro Safári, podemos adiantar que foi surreal, cada animal visto era uma comemoração.

7º dia|Safári Sunrise| Self-Drive|Safári Sunset

Nesse dia tivemos triplo Safári. Iniciamos como Sunrise e foi o único momento em que conseguimos ver o Rinoceronte.

Ao regressarmos no rest camp decidimos nos aventurar sozinho e encontramos finalmente as Zebras.

Já tínhamos completado o encontro dos Big Five e aí no último passeio foi ainda mais incrível, vimos uma quantidade adorável de leões e efelantes .

Quais são os big fives? Leão, Rinoceronte, Elefante, Leopardo e Búfalo.

8º dia|Joanesburgo|Cape Town|Aluguel de Carro|Check-in Franschhoek Travellers Lodge|Passeio por Franschhoek| Vinícola Franschhoek Cellar Restaurant

Voltamos para JNB para pegarmos nosso voo com destino a CPT, fomos pela empresa South African Arlines, voo rápido, assentos confortáveis, mas diferente do voo Brasil X Africa, nesse os alimentos somente são adquiridos na forma paga.

Chegamos no aeroporto de CPT e alugamos o carro pela empresa Budget e de lá partimos para a cidade do vinho, estrada muito conservada e sinalizada.

Escolhemos nos hospedar no albergue Franschhoek Travellers Lodge, simples porém bem confortável e com ótima localização.

Passeamos pela pequena cidade e ela por ter uma colonização europeia, lembra um pedaço da Europa em plena África.

Em seguida, aproveitamos e fomos almoçar e fazer degustação na Vinícola Franschhoek Cellar Restaurant, gostamos de tudo nela, desde o atendimento ao sabor dos quitutes.

9º dia| Essence|Rota do VinhoFranschhoek Wine Tram

Tomamos café da manhã no Essence, local super colorido com uma temática religiosa e preços com ótimo custo benefício.

Fizemos um circuito de rota do vinho, através da empresa Franschhoek Wine Tram, para o nosso dia só exista a possibilidade de fazer a rota lilás. Muito interessante a organização da empresa, ao longo do percurso usamos ônibus e trem e eles nos deram um mapinha com todos os horários de cada partida e saída, além disso cada vinho comprado é armazenado no ônibus e ao final do passeio, os retiramos na sede da empresa.

Passamos pelas seguintes vinícolas: Alée Bleue, Solms-Delta Wine State, Boschendale Winery, Plaisir de Merle, Vrede en Lust Estate, Noble Hill Wine Estate, Babylonstoren e Backsberg.

10º dia | Grande Provence Heritage Wine Estate | La Motte | Cape Town|Check-in Antrim Villa|Waterfront| Gold

Fomos conhecer as vinícolas Grande Provence Heritage Wine Estate e La Motte e dali partimos para CPT.

Já em CPT, fizemos nosso check-in no hotel Antrim Villa. Genteeeeeee, precisamos falar muito sobre esse local, sabe aquele hotel com cara de casa? é esse, local maravilhosamente lindo e super aconchegante, além de um café da manhã maravilhoso.

Como a agonia de conhecermos as coisas era enorme, só deixamos as malas e fomos dar uma passadinha no Waterfront, conhecer toda a fama do local e não é pra menos, é muito especial.

Aproveitamos que a fome já dava o ar da graça e no V.A. experimentamos uma sequência de ostras, depois camarão e por fim mexilhão.

Ao noite rolou de irmos no Gold, outro local que é mega recomendado agendar com antecedência. Não fomos e nem tínhamos a pretensão de conhecermos os restaurantes mais cotados de CPT, mas Gold é parada obrigatória, realllll!

Chegamos cedo para fazermos a aula de batuque, é uma imersão na cultural, muito sensacional. O ambiente é ricamente decorado, ao longo das passagens das comidas – de cada país africano – rolam interações e mini shows.

11º dia|Cabo da Boa Esperança|Praia dos Pinguins- Boulders Penguin Colony|Muizenberg Beach| Table Mountain | Mama Africa

Acordamos cedinho e iniciamos nosso dia “D” – de conhecer a maioria dos pontos turísticos de Cape Town . O caminho para o Cabo da Boa Esperança é especial, rola muita contemplação: ora montanha, ora praia.

Chegamos bem facilmente no Cabo da Boa Esperança, usamos o app Waze e fomos direto para o local propriamente dito, que por sinal também é lindo, um contraste de céu, mar e terra. Ficamos ali por um bom tempo lembrando das nossas aulas de história e geografia e agradecendo por tudo aquilo e pelo momento. Deu vontade de ligarmos pra nossas professoras da época de ensino médio e/o fundamental, rs!

Ao longo do caminho é impossível não se deparar com as emas (hahaahha), é uma atração a parte, uma lá até cismou conosco e veio nos encarar e correu atrás de nós. No Parque dependo da sorte, é possível também contemplar baleias, principalmente se a viagem for na época compreendido entre os meses de junho a setembro.

Bem próximo, está a praia dos pinguins, fomos por volta das 12h e o local estava “bombando”, cremos que os melhores horários sejam no abrir ou próximo de fechar o acesso a praia.

Em razão da grande quantidade de pessoas, rolou um pouco de stress para conseguirmos chegar no deck principal, mas também quando chegamos, só saímos depois de ser saciado toda a nossa vontade de ver aqueles fofos, ficamos babando, admitimos!

Aproveitamos para dar uma passadinha e conhecer a tão famosa Muizenberg Beach, seja inverno ou verão está sempre repleta de surfistas, é uma praia com bastante incidência de Tuba, portanto, muito cuidado aos desavisados.

De lá, partimos para a Table Mountain e aqui cometemos um errinho, de vez comprarmos os ingressos de forma antecipada, deixamos pra comprar na hora e ao chegarmos, pegamos uma filinha de uns 20 minutos. O parque é muito organizado e ficamos babando com a tecnologia dos teleféricos. Imagina que eles viram em 360º? Pois é, qualquer lugar que você se acomode sempre dará para ver a paisagem.

Para quem não sabe, a Table Mountain é considerada umas das 7 maravilhas da Natureza, de fato é surreal a contemplação, lindo ever!

A noite fomos ao Mama Africa, o ambiente é todo temático, música ao vivo e tem ótimos preços de quitutes, experimentamos o Game Grill com várias carnes de caça e pegamos a sobremesa tamanho família, rs!

12º dia| Waterfront| Camps Bay e os Doze Apóstolos

Pegamos esse dia para rodar as vielas do Waterfront, olhar cada cantinho, andar sem pressa e sem se preocupar com o relógio. O ambiente é por demais de bonito, tem seu charme tanto de dia quanto de noite.

Almoçamos no FireFish, os preços são altinhos, mas vale cada centavo.

Aproveitamos para comprarmos lembrancinhas e dali esticamos para a praia de Camps Bay e contemplarmos os Doze Apóstolos. É bem linda né?

13º dia Chapman’s Peak| Mojo Market

Não é mentira dizer que o passeio pela Chapman’s peak é imperdível. Uma estrada rochosa com inúmeras paisagens montanhosas e contemplações belíssimas do mar. Em dias de vento ou chuvas fortes a estrada é fechada. Paga-se o pedágio de 50 Zar (setembro/19)

De Chapman’s peak seguimos para o Mojo Market, local super agradável, cheio de restaurantes típicos, o ambiente tem um estilo bem jovial é de fato onde a galera se encontra pra um happy hour.

Plus – Protea

Eu tentei não me apaixonar por essa flor tipicamente sul africana, mas foi impossível. É linda né? Representa transformação e esperança.

|Planeje a sua viagem

Gostou das nossas dicas? Acompanha nosso blog? Ama viajar? Se sim, para todas as perguntas, rs, faça as reservas de sua próxima viagem através de nossos aplicativos parceiros de hospedagem!

Você não paga nenhum valor a mais por isso, na verdade você recebe desconto e nós ganhamos uma pequena comissão.

  • Reserve seu Hotel no Booking, somente para novos hóspedes. Por esse aplicativo receba R$ 50 se reservar e se hospedar pelo link.
  • Reserve sua Acomodação no Airbnb. Por esse aplicativo receba R$ 130,00 em créditos de viagem quando se cadastrar  pelo link. Somente para novos hóspedes do Airbnb.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: